terça-feira, 23 de novembro de 2010



Ela explicava, sorrindo
— um sorriso diferente dos que costumava sorrir:
— Não, gurizinho. Quando a gente gosta mesmo duma pessoa, a gente faz essas coisas.
— Calou um momento, depois acrescentou:
— Faz até pior.
— Pior, como? Lamber o prato que a pessoa come? "
Caio Fernando Abreu