terça-feira, 16 de junho de 2015


“Você chegou tão perto de me fazer acreditar que, o que eu sentia era o melhor sentimento de todos que já havia sentido. Você veio assim, sem intenções e eu sem pretextos de que um dia te queria. Por isso deixei você entrar e ficar o tempo que quisesse, mas você me bagunçou, me inundou. Eu não me importei, contanto que fosse sempre só eu e você. Juntos, enfim. Feliz assim. E quando eu realmente gostei da ideia de que você poderia ficar, foi embora. A gente faz tudo ao contrário, você some e eu que te procuro. Somos um caso perdido, até quem não nos conhece sabe. Hoje, sua distancia virou nossa rotina. Até ontem, eu repassava as noites e as palavras que trocávamos antes de dormir. Agora, durmo sozinha, numa cama menor e sem seu cheiro. Sem sua perna pesada me acordando no meio da noite. Sabe, o mais triste não é quando o amor acaba. Porque dele pode virar amizade, carinho e um pingo de respeito. O mais triste é quando vira nada, porque depois disso, nada mais pode acontecer. O afeto que a gente tem do nada, vira sempre vazio e indiferença. Já passou da hora de arder, dessa mania de pensar em você sempre que algo dói e de deixar essa ferida exposta, latejando sempre que falam sobre nós. Está na hora de cicatrizar, de ir curando os pedaços de uma vez. Dói um pouco porque a gente prefere esconder. Mas é mais seguro assim.”

Back at her, stupid.