sábado, 26 de abril de 2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014




"Eu seria o seu aconchego depois de um dia cansativo, eu seria o beijo de boa noite e o de bom dia, eu seria o jantar pronto e alguns dos seus filmes preferidos, eu seria a paciência para seus costumes chatos e o amor por suas manias, eu seria o sexo que acaba com a briga e o abraço que acaba com o choro, eu seria brigadeiro no final da tarde e surpresa no domingo, seria teu céu, teu recomeço, seria muito mais que um pedido de casamento, seria teu amor, teu pôr do sol, seria até o que você não merecia."

— Eu seria… se você quisesse.





sexta-feira, 18 de abril de 2014


Chega mais. Deixa eu te contar melhor a correria do meu dia. Deixa eu te contar dos meus tormentos e do quanto eu lamento por ter perdido algo por descuido, ansiedade ou por malandragem mesmo. Vem cá e deixa eu bagunçar a sua vida, a sua cama e o teu cabelo. Deixa eu dividir contigo o meu cobertor, a minha história e as minhas vaidades. Deixa eu sussurrar no seu ouvido algo sacana, que te derreta por inteira e te faça morrer de amores por mim. Chega mais e me chama de vida, complica os meus passos, me desconserta, me completa e me faz te querer por perto sempre que me sobrar tempo. Chega trazendo a calma, o tormento e o desejo. Vem e me tira do tédio e me faz suar. Vem e aposta na gente, completa o enredo, divide comigo os teus segredos, me conta os seus desejos e me deixa ser tudo aquilo que você sempre quis que eu fosse. Vem e me atiça, garante um lugar na minha cama e dorme aqui comigo sempre que for possível. Chega mais e atrapalha meus estudos, me tira do sério, me leva pra onde quiser e me tenha como quiser. Vem e se atira de cabeça, alma e coração. Vem e esquece o tempo e todo o resto. Vem pra eu te chamar de minha e pra matarmos a saudade sempre que ela fizer morada... Vem que eu sei do que você gosta e te faz vibrar. Vem que eu garanto o abraço, a calma, o conforto, os bons sonhos e tudo aquilo que você precisa. Vem cá, vem?
 
- Rogério Oliveira
 
 
 
 
 

domingo, 13 de abril de 2014


Me sinto perdido no mundo. Ou dentro de mim, que seja.
 
 Caio Fernando Abreu. 
 
 
 
 
 

sábado, 12 de abril de 2014



I can hold my breath

I can bite my tongue

I can stay awake for days

If that's what you want

Be your number one
 
 
 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Desisti. E essa é a coisa mais triste que tenho a dizer. A coisa mais triste que já me aconteceu. Eu simplesmente desisti. Não brigo mais com a vida, não quero entender nada. Vou nos lugares, vejo a opinião de todo mundo, coisas que acho deprê, outras que quero somar, mas as deixo lá. Deixo tudo lá. Não mexo em nada. Não quero. Me nego a brigar. Pra quê? Passei uma vida sendo a irritadinha, a que queria tudo do seu jeito. Amor só é amor se for assim. Sotaque tem que ser assim. Comer tem que ser assim. Dirigir, trabalhar, dormir, respirar. E eu seguia brigando. Querendo o mundo do meu jeito. Na minha hora. Querendo consertar a fome do mundo e o restaurante brega. Agora, não quero mais nada. De verdade. Não vejo o que é feio e o que é bonito. Não ligo se a faca tirar uma lasca do meu dedo na hora de cortar a maçã. Não ligo pra dor. Pro sangue. Pro desfecho da novela. Se o trânsito parou, não buzino. Se o brinco foi pelo ralo, foda-se. Deixa assim. A vida é assim. Não brigo mais. Não quero arrumar, tentar, me vingar, não quero segunda chance, não quero ganhar, não quero vencer, não quero a última palavra, a explicação, a mudança, a luta, o jeito. Eu quero não sentir. Quero ver a vida em volta, sem sentir nada. Quero ter uma emoção paralítica. Só rir de leve e superficialmente. Do que tiver muita graça. E talvez escorrer uma lágrima para o que for insuportável. Nada pessoal. Algo tipo fantoche, alguém que enfie a mão por dentro de mim, vez ou outra, e me cause um movimento qualquer. Quero não sentir mais porra nenhuma. Só não sou uma suicida em potencial porque ser fria me causa alguma curiosidade. O mundo me viu descabelar, agora vai me ver dormir. Eu quis tanto ser feliz. Tanto. Chegava a ser arrogante. Tanta coisa dentro do peito. Tanta vida. Tanta coisa que só afugenta a tudo e a todos. Ninguém dá conta do saco sem fundo de quem devora o mundo e ainda assim não basta. Ninguém dá conta e quer saber? Nem eu. Chega. Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo. Ser invisível, meu grande pavor, ganhou finalmente uma grande desimportância. Quase um alivio. I don’t care.

— Tati Bernardi.




O problema é que a gente mergulha fundo em amores rasos.

— Equilibrares








Difícil é amar quando alguma coisa dá errado. Quando a casa está uma bagunça, quando as contas começam a crescer e o dinheiro diminuir, quando qualquer palavra vira ofensa, quando um silêncio se transforma em dúvida. Quando sobram palavras entaladas na garganta, quando falta um gesto que era pra ter marcado presença, quando o beijo é rápido, o olhar é vazio, o abraço é curto, as promessas falham. Quando o zíper da mala fecha e você não vai. Quando você espera por algo que nunca vem. Quando as expectativas começam a te sufocar. Quando os olhos ficam marejados ao lembrar do que podia ter acontecido, mas não aconteceu. Quando a porta bate, o tom de voz aumenta, a paciência se esgota, o humor não faz mais rir.

— Clarissa Corrêa







“Encontrar alguém bonitinho, pra namorar, ficar, curtir, sair, é fácil. Difícil é encontrar alguém que te aceite. Que aceite teus problemas, teus dias ruins, teus defeitos e mesmo assim queira ficar com você, pra te ajudar a resolver, superar, te amar e te tratar como única, é raro encontrar pessoas assim. Eu sei, são poucas, mas ainda existem.”
 
— Sorry, but I love you.
 
 
 
 

 
 
 
'Cause I love you

just a little too much

I love you just

a little too much'
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 8 de abril de 2014





" É provável que um dia ela negue que tudo isso aconteceu, negue que foi bom ter acontecido, negue que foi importante, negue que algo mudou dentro da gente, daqui para o resto de nossos dias, a perder de vista. Mas estou lembrando de tudo isso agora, e que sei ela também está, aonde estiver. Mas não importa mais. Algumas pessoas apenas não nascem para ficar juntas, digo juntas-juntas, embora seus encontros físicos sejam bem românticos e inesquecíveis. Vai ver é isso que querem dizer quando dizem que tudo isso é um jogo. Se você foi derrotado, não faz sentido ficar depois assistindo as reprises dos melhores momentos. Só tope jogar se souber perder. E eu perdi. Nós perdemos. Para nós mesmos, ou seja, perdemos para quem a gente é. "




domingo, 6 de abril de 2014



“Amizade é quando você encontra uma pessoa que olha na mesma direção que você, compartilha a vida contigo e te respeita como você é. Uma pessoa com a qual você não precisa ter segredos e que goste até dos seus defeitos. Basicamente, é aquela pessoa com quem você quer compartilhar os bons momentos e os maus, também.”

— Renato Russo
Obrigada pelas broncas "desnecessárias"