quarta-feira, 30 de outubro de 2013



“Outro dia tentei chorar. Outro dia tentei abraçar meu travesseiro. Não acontece nada. Eu não consigo sofrer porque sofrer seria menos do que isso que sinto. Tentei falar. Convidei uma amiga pra jantar e tentei falar. Fiquei rouca, enjoada, até que a voz foi embora. Tentei aceitar o abraço da minha amiga, mas minha mão não conseguiu tocar nas costas dela. Não consigo ficar triste porque ficar triste é menos do que eu estou. Não consigo aceitar nenhum tipo de amor porque nenhum tipo de amor me parece do tamanho do buraco que eu me tornei.”

— Tati Bernardi





domingo, 27 de outubro de 2013


São tudo histórias, menino. A história que está sendo contada, cada um a transforma em outra, na história que quiser. Escolha, entre todas elas, aquela que seu coração mais gostar, e persiga-a até o fim do mundo. Mesmo que ninguém compreenda, como se fosse um combate. Um bom combate, o melhor de todos, o único que vale a pena. O resto é engano, meu filho, é perdição.

C.F.A













Li esses dias uma frase que era tipo assim “a gente tinha tudo pra dar errado, e deu certo”. Tentei te encaixar no meio dessa frase, e dei risada porque por essa frase pra nós dois, é o mesmo que contar uma piada. Stubb, ainda não aprendi a ser imatura o suficiente pra entender o seu jeito. E você ainda procura um pouquinho de maturidade pra entender o meu. Você por acaso sabe fazer alguma coisa dar certo? Acho que sua sina é dar errado, Stubb. E a minha sina é tentar mudar a tua. Eu podia mesmo por aqui que a gente tinha tudo pra dar certo, mas, veja bem… A gente não tinha. Nada, nadica que pudesse dar pelo menos um pouco certinho. Até quem vê de longe, Stubb, conhece bem esse teu cheiro de cafajeste bem lavado. E eu sabia bem disso, acho que eu meio que tampei o nariz. Sabe? Você é meio tudo-pra-dar-errado e eu sou meio metódica. Eu quero tudo certinho e no lugar, e você estragou tudo. “Você tem belas coxas, Robin. É um belo mapa e um bom aroma pra seguir”. Você tem uma bela barba bem feita, Stubb, e um belo mapa e um aroma de cafajeste horrível pra seguir. Sabe aquele negócio de “só não deu certo nesse momento”? A gente não deu certo em nada. “Mudei de perfume, viu, Robin?” “Que interessante, mas a canalhice é sua essência.” “E as tuas coxas ainda são os meus mapas favoritos”. E o teu jeito de encrenca, Stubb, ainda é a coisa mais errada e péssima do mundo. Mas, infelizmente, todo yin tem um yang. E com a gente não foi nem um pouquinho diferente. Sabe o que é? A gente tinha tudo pra dar errado, e deu.

robin and stubb.








sexta-feira, 25 de outubro de 2013


Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo.

 Tati Bernardi.





Dai você me xinga: “Você planta um broto de feijão e fica gritando pra ele crescer logo”. “Você rega tanto que mata de tanta água”. Fico com raiva porque você também gostou de mim com muita pressa e agora a culpa da pressa é só minha.

 Tati Bernardi







Você queria ir a pé mas estava chovendo. Você apertou os cantos do cérebro, como se existissem cantos pra descansar o que pensamos, e eu reconheci aquela dor. Você estava apaixonado por outra. Era a cara que você fazia pra mim lá no começo. A cara de doente terminal aprendendo a viver.

 Tati Bernardi





quarta-feira, 23 de outubro de 2013





“Porque não dá, nem de brincadeira, para eu te ligar e dizer: “ei, a vida é curta! Vem ficar comigo?” – Mas se você quiser, eu ligo. Eu fico. Eu vou...” 

Carolina Gasques










Meu amor me abraça na hora de dormir. E sorri na hora de acordar. Meu amor conversa dormindo e nem lembra. Meu amor sabe que tenho um lado birrento. E às vezes faz birra também. Meu amor deixa o restinho de café na xícara e acha graça da quantidade de guardanapo que gasto. Meu amor gosta de comida bem quente e vinho bem gelado. Meu amor rói as unhas e faz cara de criança quando digo pra ele tirar a mão da boca. Meu amor divide a vida comigo. E essa é a melhor coisa que existe.  

Clarissa Corrêa








Eu só quero olhar pra você. Eu só quero continuar te olhando e entendendo tudo o que você quer me dizer sem palavras e responder com um sorriso que não disfarça o quanto você me faz bem ou o quanto eu gosto de morar entre as covinhas do teu sorriso. Nem disfarça o quanto eu me sinto salva – de tudo e qualquer coisa e de todas as maneiras – quando você abre os teus braços e me faz descansar respirando o cheiro da tua nuca. Eu só quero continuar te olhando e agradecendo à Deus por ser você. Sem razão ou porquê. E por saber que a gente se pertence, de alguma forma – seja ela qual for.








Eu te amo. E eu provavelmente sempre irei. Mas nós passamos dias sem conversar, e eu costumava sentir tanto a sua falta quando isso acontecia. Mas nunca pareceu que você sentia minha falta. E eu acho que por causa disso eu parei de sentir sua falta. 

 One Tree Hill.








Mudar, é mudar por dentro. Exige tempo, recolhimento, solidão. Todo mundo vai sempre pelo caminho mais fácil, usa uma pessoa pra esquecer a outra e quando vai ver só abriu um buraco maior ainda. Não, muito obrigada, enquanto eu não fechar essa ferida aqui, eu não tenho a intenção de abrir outra.





terça-feira, 22 de outubro de 2013


Moramos em um apartamento pequeno de dois quartos. Bem localizado, perto de padaria, McDonald's e salão de beleza. Não precisamos de mais. Ao lado da minúscula sala, uma varanda que cabe eu e você abraçados em dias de lua cheia. Aquele seu enfeite bobo de papagaio penduramos perto de dois arranjos de flores murchas que me esqueci completamente de regar. Você insistiu que as flores fossem de plástico, mas eu não dei a mínima. Até que perto do tanto que é feio o seu papagaio de mentira, murchas e descoloridas, ficaram bonitas. Nosso móvel da sala tem um monte de porta-retratos. Aqueles que herdamos do seu antigo apartamento ficaram feios depois de serem usados para as fotos que eram dela. Comprei vários. E todos novos. Nosso banheiro é todo branco, com toalhas azul da cor do mar. Bem como você pediu, nosso apartamento parece um pouco uma casa de praia. Sua prancha de surf que tem cheiro de mar fica ao lado da minha prancha de surf que nunca tive coragem de usar. Nos finais de semana que pegamos a estrada e vamos para o litoral, acho bonito só ficar na areia vendo você surfar, mesmo você insistindo em colocar a prancha roxa no porta-malas do carro. 
Vejo daqui minhas blusas jogadas na cama. Você odeia isso, principalmente quando as coloco ao lado das suas roupas de trabalho limpas. Mas é que no fundo, nunca te contei que usá-las depois com um pouco do cheiro do seu perfume é muito melhor. Também fica bravo que use suas blusas para dormir. No fundo, as uso pelo mesmo motivo. Seu cheiro natural é muito mais gostoso que qualquer cheiro que nossa empregada que vem duas vezes por semana usa deamaciante. Na geladeira, todos as suas comidas lights brigam com os meus congelados e infinitos potes daquela mostarda que eu gosto. Você nunca admitiu, mas passou a ter dores de estômago de tanto colocar da minha mostarda no prato. Também nunca te contei isso, mas como escondido uma torrada com aquele seu queijo light, nos dias que você sai mais cedo para o consultório e reajusta o despertador para que eu não perca o horário. 
Nosso vizinho é desembargador e sempre reclama da altura que colocamos B.B King para tocar quando chegamos cansados do trabalho. Não temos dinheiro sobrando, porque gastamos toda a sobra com viagens. Não nos cansamos de fazer e refazer malas. Aliás, essa é uma das únicas coisas que você diz que eu sei fazer extremamente bem, apesar de desorganizada. Mas é que sair com você pelo mundo é uma das únicas coisas que me fazem extremamente feliz. Daí meu desempenho em sempre saber escolher nossas roupas, de modo que a mala, nossas pranchas, seu violão e dois travesseiros caibam no porta-malas. 
Nossa vida é simples, nosso futuro incerto e nosso amor uma música bonita de Jorge. Daqui, sentada no sofá com as pernas na almofada, escrevo com o laptop no colo. Te vejo de cantinho. De óculos, sem camisa e lendo um livro na nossa cama. Você acabou de dizer "que não sabe o que eu tanto escrevo que aperto os lábios como se estivesse preocupada com algo". Escrevo sobre nós dois e as preocupação de nunca ter amado tanto a ponto de apertar os lábios enquanto escrevo.
Sabe o que que é, meu amor? Nós. E mais nada. 

Marcella Brafman








sexta-feira, 18 de outubro de 2013


"Acordei com aquela música que me faz lembrar você na cabeça. Sei lá porque a música me traz essa recordação sua. Tomei o café com os acordes me sacudindo, fui para a aula e abri um livro: lá estava o seu nome. O personagem da história tinha o mesmo nome que você. Tentei manter a calma, ignorei o fato e mentalizei isso-não-está-acontecendo-é-alucinação.

(...) O que está havendo? Eu aqui fazendo um esforço danado para nem lembrar da sua existência e tudo me lembra você? Só que não é nada disso: eu apenas, mesmo não querendo, estou atenta. No fundo tudo ainda lembra você. Até mesmo tudo que eu não queria.

Dia desses fui parar no cardiologista e ele disse "querida, o teu coração é perfeitinho".

Você se enganou, doutor."

- Clarissa Corrêa








Você disse “Oi”, eu respondi. Você não tinha mais cigarros, eu ofereci. Você queria andar, corremos. Você queria beijar, eu também. Você tinha medo, eu não. Você tinha algo, eu não tinha ninguém. Você me beijou. Eu queria beijar, você não sabia mais. Eu queria correr, você fugiu. Eu tinha você, você não queria nada. Eu disse “Oi”, você disse “Adeus”. Eu tenho tantos cigarros, você nem fuma mais. Queria que você ligasse, você não ligou. Queria que você falasse, você se calou. Queria que o tempo passasse, você voou.

 Esteban Tavares







 Eu cortaria a minha alma em um milhão de pedaços diferentes apenas para formar uma constelação para iluminar seu caminho de casa. Eu ia escrever poemas de amor para as partes de si mesmo, você não pode ficar. Eu ficava nas sombras de seu coração e dizer que eu não tenho medo do seu escuro.

- Andrea Gibson







"Nós dois parecemos um retrato mal-falado do que nunca poderia dar certo. Assim, evito olhar direto no seu rosto pra não dar aquela vontade insana de querer uma porção de coisas contigo."

Gabito Nunes







Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. 
Porém a maior delas é o amor.

 1 Coríntios 13:13.






"Em tantos milênios, os humanos nunca entenderam o amor. Quanto é físico, quanto está na mente? Quanto é acidente, quanto é destino? Por que casamentos perfeitos se desintegram e casais impossíveis prosperam? Não sei as respostas nem um pouco mais que eles. O amor simplesmente está onde está"

A Hospedeira







"Aí eu tomo um banho bem quente, pra te espantar da minha pele. E canto bem alto, pra te espantar da minha alma. E escovo minha lingua bem forte, pra separar seu gosto do meu. E quase vomito, pra parir você do meu fígado. E tento ser prática e parar de suspirar. E tento abrir a geladeira sem me perguntar o que eu poderia comprar pra te agradar. E tento me vestir sem carregar a esperança de esbarrar com você por aí. E tento ouvir uma música sem lembrar que você gosta de se esfregar de lado em mim. E tento colocar uma simples calcinha e não uma bala perdida pronta pra acertar você. E tento ser só eu, simplesmente eu, novamente, sem esse morador pentelho que resolveu acampar em mim. E nada disso adianta. E o esforço pra não fazer nada disso já é fazer tudo isso."

Tati Bernardi.






terça-feira, 15 de outubro de 2013


Aí eu paro e penso: com você, só com você, eu imaginei tudo assim. Todas essas coisas de romance bonito de filme, casamento, família, viagens, cachorros, canários, papagaios. Por quê? Porque eu te amo. Porque eu te quero. Porque eu nunca senti por ninguém nada perto do que sinto por você.

Clarissa Corrêa.








Mas e se um dia o amor acabar? Pensei nisso. E se um dia ele acabar? E se não for nada daquilo que estava escrito nos livros e que tanto vi nos filmes? E se? Ah, ele é. Ele é, sim. E eu tenho certeza disso a cada vez que acordo e penso é-exatamente-aqui-que-eu-queria-estar-agora. Defino: o amor só acaba quando um dos dois não tem mais força para pegar o coração do outro no colo. Com direito a musiquinha de ninar e tudo mais.

Clarissa Corrêa.









Eu enjoei de gente que não sabe sentir. E de quem só se queixa da vida e fica parado pensando que uma hora a festa vai ficar animada. A festa, muitas vezes, quem faz sou eu mesma. Tira o sapato e aproveita, dança sem música, canta sem letra, faz caras e bocas e orelhas na frente do espelho, dá um jeito qualquer, mas que seja engraçado e deixe a minha alma em paz. Nem sempre a festa precisa de gente, você gosta de figurantes? Odeio quem tá ali só pra constar. Esteja ali pra me amar. O resto a gente inventa.

Clarissa Corrêa







As pessoas precisam de ajuda, aconchego, distração. Tudo isso vem no pacote físico do relacionamento. Se você não tem alguém na sua vida, vai fazer supermercado sozinho toda semana. O que pode ser pior do que isso? Cozinhar pode ser outra tarefa intolerável com apenas duas mãos. Falta quem lave as folhas, pique a cebola e guarde a louça depois do jantar. E não é só isso. Quem ajuda a colocar as malas no carro? Quem vai levar para casa o amigo que bebeu demais? Quem decide a cor da porcaria da parede e o formato da droga da pia do banheiro? Quem faz você rir do seu mau humor matinal? Quem abraça você se chegar em casa chorando depois de um dia de cachorro? Para isso tudo serve o namorado, a mulher, o corpo parceiro.

Pedro Bial






segunda-feira, 14 de outubro de 2013


“Sempre gostei mais do silêncio do que do barulho. Sempre gostei de estar só com pessoas queridas do que no meio da multidão. Sempre gostei mais do amor do que da paixão. Sempre gostei de fazer aquilo que quero e não o que querem que eu faça. Sempre gostei de ser eu, sem me preocupar com o pensamento dos outros. Quem gosta se aproxima, quem não gosta critica.”

— Caio Augusto Leite









Um dia me disseram que quem ama de verdade nunca desiste, acho incorreta essa frase, quem ama de verdade desiste sim, mas não deixa de amar. Quem ama de verdade não consegue encontrar a felicidade em outro alguém, mas aprende a viver sorrindo mesmo estando incompleto. Quem ama de verdade nunca esquece o toque, o olhar, e os momentos vividos com aquela que se ama. Quem ama de verdade não deixa de amar não importa o tempo que passe, apenas espera que o tempo resolva tudo, e acredita na filosofia de que o que tiver que ser será .





domingo, 13 de outubro de 2013


"Eu sou feita de sonhos interrompidos, detalhes despercebidos, amores mal resolvidos. Sou feita de choros sem ter razão, pessoas no coração, atos por impulsão. Sinto falta de lugares que não conheci, experiências que não vivi, momentos que já esqueci. Eu sou amor e carinho constante, distraída até o bastante, não paro por instante. Já tive noites mal dormidas, perdi pessoas muito queridas, cumpri coisas não-prometidas… Muitas vezes eu desisti sem mesmo tentar, pensei em fugir para não enfrentar, sorri para não chorar. Eu sinto pelas coisas que não mudei, amizades que não cultivei, aqueles que eu julguei, coisas que eu falei. Tenho saudade de pessoas que fui conhecendo, lembranças que fui esquecendo, amigos que acabei perdendo… Mas continuo vivendo e aprendendo."

Martha Medeiros










"Apaixone-se por alguém que te curte, que te espere, que te compreenda mesmo na loucura; por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, tua esperança. Apaixone-se por alguém que volte para conversar com você depois de uma briga, depois do desencontro, por alguém que caminhe junto a ti, que seja teu companheiro. Apaixone-se por alguém que sente sua falta e que queira estar com você. Não apaixone-se apenas por um corpo ou por um rosto; ou pela idéia de estar apaixonado."

— Tati Bernardi.






terça-feira, 8 de outubro de 2013


"Olha, eu não me importo com nada. Não me importo se o meu cabelo fica todo descabelado depois do cafuné. Não me importo se perdermos a hora da vida lá fora. Não me importo se o inverno chegou mais cedo ou se a chuva vem vindo logo ali. Não me importo se faltar comida porque a gente não sabe cozinhar, se a bateria do celular acabar, se eu perder aquela matéria importante ou se todos estão preocupados com detalhes que perdi enquanto te guardava na memória analisando cada expressão do teu riso. Eu não me importo com qualquer coisa que possa parecer ter saído dos planos, porque te conhecer, te querer e te levar comigo também não era bem um plano e veja só onde chegamos. Se tudo o que você faz sair de ordem é o que me faz feliz e pensar em todo dia repetir o caos, então eu aceito essa vida completamente fora do esperado. Eu aceito você mudando todos meus planos um dia após o outro. E sigo assim, não me importando com a falta de ordem da vida enquanto você estiver arrumando tudo aqui dentro. Há um tanto de você que eu me importo, e isso ainda não consta nos livros de romance por aí.. Ainda."

— Camila Costa.





segunda-feira, 7 de outubro de 2013


“E eu não sou nem metade da metade da metade do que eu quis ser de verdade.”

Leoni.
 
 
 
 
 
"(…) Naqueles rápidos segundos entre você disfarçar o sorriso e esconder o rosto para chorar eu pensei de tudo um pouco. Nada, porém, supera meu pensamento de querer naquele instante ser maior que o mundo para te proteger de tudo, até de ti. Queria ser maior que as coisas sem explicação para poder te explicar minha vontade de ser para sempre o ombro que a tua cabeça procura para encaixar. E se você molhasse o meu casaco com alguma lágrima, eu brigaria com a chuva por ter marcado em cima."

— Camila Costa.
 
 
 
 
 
 
"Gosto de pessoas que admitem o erro, falam que estão com saudade e deixam de lado o orgulho. Gosto de gente que sabe dar valor ao que tem, que faz por merecer e não finge ser o que não é. Gosto de pessoas que sorriem mesmo cansadas, mesmo chateadas e mesmo quase morrendo por dentro […] e é por isso que tá ficando cada vez mais difícil de eu gostar de alguém nos dias de hoje."

— Wilkeer Souza.
 
 
 
 
 
 
 
"A saudade que eu sinto nem é de você. É do meu sorriso, é de como eu era feliz, radiante e cheia de esperança. Eu tinha aquela crença bonita de que tudo no fim dá certo." 
 
Clarissa Corrêa.






 
"Me dei conta, depois da vida me estapear a cara diversas vezes, que quem te quer faz o possível e o impossível para ficar contigo. É simples. Não é complicado ou complexo, não. A gente é que coloca vírgulas, exclamações e interrogações. Mas o amor de verdade é cheio de reticências, de continuidade. Porque você quer. E a outra pessoa também."

— Clarissa Corrêa 
 
 
 
 
 

"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço." 
 
O Pequeno Príncipe.
 
 
 
 
 
 
"O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente… E assim é com a vida, você mata os sonhos que finge não ver."

— Mario Quintana.
 
 
 
 
 
 
"Eu quero crescer. Juro, quero mesmo. Quero aprender línguas que não sei. Quero conhecer novas culturas, povos, lugares. Quero me desapegar do velho. Quero não me fechar para as mudanças e para o novo. Quero dar amor, afinal, é ele a grande essência da vida. Quero não acumular rancores nem alimentar mágoas. Quero aprender a me pedir desculpa. Quero abandonar algumas saudades. Quero aprender a conviver com o que não posso modificar. Quero me mover mais e mais e mudar o que está ao meu alcance. Quero pouco e quero muito. Quero nada e quero tudo. Quero esquecer o que precisa ser esquecido. Quero nunca deixar de sorrir. Quero aprender a descascar laranja. Quero perder o medo de trovão. 
Quero ir. E vir. Mas nunca, nunca mesmo, deixar de sentir."

— Clarissa Corrêa
 
 
 
 
 

“Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor. Era melhor.”

— Martha Medeiros.





domingo, 6 de outubro de 2013


Eu gosto de gente que abraça.
Abraça mesmo.
Forte.
Apertado.
Gostoso.
Com vontade.
Esmagando.

Clarissa Corrêa






Em caso de permanência, por favor, evitar os gritos. É fácil perceber que minhas costelas estão desviadas. E mortas. Eu arranquei metade da minha ideologia em nome da solidão. Agora eu me encaixo em qualquer tipo de incoerência e isso é um dom. É um privilégio estético num mundo onde a alma aparenta mais do que a própria aparência. Aparenta uma sincera monstruosidade, é isso o que venho perdendo no caminho. Meus olhos são duas gravatas frouxas pra evitar o risco de enforcamento. A acomodação é o que me mantém vivo, sem você, em você. Eu te vi de longe, eu te enxerguei, eu te tirei do lixo que é a invisibilidade no fim dos tempos. E hoje eu bebo as minhas lágrimas usando garfo, faca e etiqueta. E todos os dias você me presenteia com essa montanhas de iniciações. Arrancou os brotos e deixou a raiz, você sabe. No meio do caminho, estava eu. Tinha um abandono no meio do caminho. E quando você me deixou, eu passei a me apaixonar pelas costas de todas as pessoas que têm medo de ficar. Acostumei a ver seres humanos incompletos, com metade da vida apagada, sem gosto, sem tato. E se olho o espelho, enxergo um universo paralelo nos meus olhos. São os únicos olhos que não me repelem, burlando as leis da física duplamente: olhos iguais implicam em tristezas semelhantes. Eu temo algo que nunca enfrentei, é normal. Os passos errados, a falta de oxigênio, a agorafobia. Medo de não obter socorro no meio da multidão. E da solidão, qual é o nome que se dá? Medo da vida. O medo é permitido, mas a fuga… A fuga, nem tanto. Eu estou encostado pelas paredes pedindo abrigo no concreto, pedindo ao meu corpo pra que ele não desista antes da minha derrota. Mas estou condenado como um metal de sacrifício. Peço clemência exatamente pro que não existe, porque é mais fácil. É mais fácil não sair correndo do lugar onde sempre estive, porque dedos estão apontados pra mim em todas as direções. Eu queria correr e pedir socorro aos soldados que vestem capuzes, porque eles me parecem simpáticos. São os únicos que mantém contato direto com a minha fraqueza. Eles são mais realizados, talvez, do que eu, que arranquei dezenas de outras cabeças sem usar proteção. Morri de outras mortes. Sem correr, o que é pior. Sem chorar, espernear, enegrecer, apodrecer. Aprendi com a vida que costas são bonitas porque são amplas. É um alvo fácil pra uma arma de fogo. Minha arma arde mais do que o remorso, e você sabe. A culpa escorreu pra dentro das minhas entranhas. E já não sou mais o mesmo. Já manchei a minha alma e a minha reputação, já não tenho mais nada que valha a pena. Eu queria correr. E não corro. A última saída seria a sua volta. E meu último pedido é para que fechem as cortinas do espetáculo, que apertem a gravata, sentem e calem a boca. Fechem minhas pálpebras. E me coloquem novamente no meio de um caminho sem volta. Do seu caminho.






sexta-feira, 4 de outubro de 2013


“Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue “imagem e ação” e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo.”

— Mário Quintana.






“Tive excessos de amores errados. A gente se engana muito com as definições românticas.”

— Clarissa Corrêa.







“Não sabia o porquê dele ter um sorriso tão bonito. Capaz de parar multidões, iluminar galáxias, mandar mensagens subliminares. Jurava que o conhecia de algum lugar. Talvez. Quem sabe. A vida é mesmo a junção de inúmeros sorrisos. Mas, definitivamente, o dele - de todos já vistos - de longe, era o mais aprazível.”

— Aghata Paredes.






“Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.”

— O Pequeno Príncipe.






terça-feira, 1 de outubro de 2013


“E seguiu tocando a vida. Porque, no fundo, sabia que era tudo o que podia fazer. 
Viver e ter esperança.”

— A Cidade do Sol.